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sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Nhonho, Kiko e o leite condensado

Franklim Peixinho
Advogado e colaborador do Quilombo da Vila Guaxinim - Cruz das Almas. Abolicionista penal, pesquisador em politicas de drogas, redução de danos e raça. Membro do Instituto Hori. Doutor em Ciências Jurídicas (IMSA), Mestre em Políticas Públicas e Segurança Social (UFRB) e em História da África, da Diáspora e dos Povos Tradicionais (UFRB). Professor de História e Direito Penal.

‘‘Estava demorando’’, foi a frase que li no início da semana em um dos grupos de whatssap, logo abaixo de uma de postagem sobre uma matéria que denunciava as furadas de filas pelos políticos safados e seus asseclas. Por um momento eu acreditei na humanidade, porque neste momento delicado, em que a ‘‘competência’’ do bestial governo federal não proveu um plano de vacinação, resultando num pífio número de imunizantes, as pessoas seriam solidárias e conscientes respeitando a lista de prioridade.

Leeedo engano, parafraseando Yuri Marçal. Em Manaus as irmãs Gabrielle e Isabele Lins, que são médicas, foram nomeadas para o cargo na unidade de saúde da prefeitura na véspera do dia da vacinação – painho tem um pistolão forte, como se diz aqui em Salvador. O secretario vacinou ‘‘a mulher da vida dele’’, o prefeito quis encorajar as pessoas, o fotografo de uma cidade aí, não sei qual foi a justificativa vagabunda que ele utilizou, mas com certeza o mesmo expediente imoral para tomar o lugar de um profissional de saúde ou algum idoso.

E quem aparece de novo? A besta do apocalipse em mais uma das suas bestiais surrealidades, com a polêmica dos gastos exorbitantes com chicletes, leite condensado, alfafa… A tara deste indivíduo pelo ânus dos outros e o que elas fazem, data de antes do golden shower – lembram? Hoje se dirigiu a imprensa informando que o leite condensado era para enfiar no ‘‘rabo’’ do povo do jornal. Eu não queria falar… mas é necessário tratar esta homossexualidade reprimida ou desejo de experimentar introduções e toques erógeno lá na região. Talvez o tiozão baixo nível se torne uma pessoa melhor, se de repente se permitir, e quem sabe um bom estadista.

Enquanto a cura – sobretudo da besta nas questões anais – e a vacina não chegam a todos, o impeachment é mais que imperioso. No meio do caminho esta Rodrigo Maia, que aposta no desgaste deste governo, para pavimentar o caminho para Dória chegar ao planalto. Kiko, o menino riquinho, por sua vez, faz da vacina seu palco para um show patético, que expôs esta semana ‘‘três raposas mateiras’’, como diz meu pai, ao ‘‘V’’ de vergonha, em uma cena ridícula. Dilma caiu fora do circo, certo ela.

Nhonho joga com as peças do jogo para a parceria PSDB/DEM em 2022, não o jogo da esquerda. O impeachment não virá, é o que sinto, mas pior que isso será o Artur Lira presidente da Câmara dos Deputados.

Omolu os proteja!

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